O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS SOBRE TRILHOS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA

Artigos científicos apresentados no Brasil
Regras do fórum
Apenas artigos científicos apresentados no Brasil
carlose
Mensagens: 11
Registrado em: 07 Mar 2015, 11:21
Status: Offline

O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS SOBRE TRILHOS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA

Mensagem por carlose » 02 Abr 2015, 23:06

"
Autor(es): Carlos Eduardo Sanches de Andrade; Márcio de Almeida D'Agosto; Ilton Curty Leal Junior, Isabela Araujo Bittencourt

Evento ou revista: 9o Concurso de Monografias da CBTU
Trabalho premiado - 1o LUGAR

Ano: 2013

RESUMO: Este trabalho analisou a influência dos sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos na emissão dos gases do efeito estufa, sob diferentes abordagens: a emissão total produzida, de acordo com o inventário de emissões; a emissão operacional, devida à energia elétrica total consumida na operação do sistema; a emissão da energia elétrica de tração; a emissão evitada pela própria existência do sistema, que diminui o uso de outros meios de transporte mais poluentes e a emissão durante o ciclo de vida do sistema, desde a construção até seu fim de vida. Em todas essas abordagens, em vários sistemas pesquisados em todo o mundo, constatou-se que os sistemas de transporte sobre trilhos, implantados em regiões com demanda adequada, constituem, em geral, a alternativa de transporte motorizado de menor emissão. Nas abordagens de emissão produzida e emissão operacional as emissões foram, por passageiro-quilômetro, de 2,23 a 42,33 vezes menores que a emissão dos autos e de 1,05 a 5,33 vezes menores que a emissão dos ônibus. Os resultados obtidos indicam que a operação dos metrôs do Rio de Janeiro e de São Paulo emite 18 vezes menos, por passageiro-quilômetro, que a média de um grupo internacional de 23 sistemas metroferroviários, colocando-os entre os que menos emitem no mundo. Suas emissões pela energia de tração, por passageiro-km, em 2011, foi 8 vezes menor que a dos ônibus e 63,5 vezes menor que a dos automóveis. A existência do Metrô de São Paulo evitou, em 2012, a emissão de 27 toneladas de carbono para cada tonelada emitida. A abordagem do ciclo de vida em sistemas do exterior indicou que a emissão na fase de construção assume altos valores, mas que, considerando a emissão evitada pela existência do sistema e o seu longo tempo de vida útil, essa emissão pode ser recuperada antes do fim de vida do sistema. Nos sistemas pesquisados esse tempo variou de 2 a 22 anos. Embora a abordagem de ciclo de vida não tenha sido quantificada nos sistemas brasileiros, há indicações de que, devido à baixa emissão produzida e considerando o tempo de vida e a carga de passageiros do sistema, o sistema continuaria, por passageiro-quilômetro, emitindo menos nessa abordagem do que uma solução baseada em ônibus e automóveis. Apesar das vantagens ambientais de baixa emissão de carbono dos sistemas de transporte sobre trilhos, continuam as pesquisas de procedimentos e tecnologias para aumentar a eficiência energética e diminuir o consumo de energia, havendo espaço para reduzir ainda mais a emissão de carbono. As possíveis ações de mitigação incluem, entre outros, itens como ajuste nos sistemas de ventilação e ar condicionado, calibração dos trilhos, uso de tecnologias como “regenerative braking” e “platform screen doors”, ajuste dos intervalos entre viagens, controle da condução dos trens e uso de materiais mais leves e de menor emissão.
Você não está autorizado a ver ou baixar esse anexo.

Responder